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SINOPSE
111_01Em 2022 uma tecnologia que permitia entrar em mundos de realidade virtual realistas e detalhados se tornava febre entre os jovens e adultos japoneses. A novidade se chamava NerveGear, e consistia em um capacete que estimulava os cinco sentidos dos usuários, permitindo que eles conseguissem total imersão e controle de seus avatares. Akihiko Kayaba era o nome por trás da genial invenção, e quem também oferecia o Sword Art Online, um jogo de realidade virtual do tipo VRMMORPG, sigla para Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game. Seu lançamento se daria no fatídico dia 6 de novembro de 2022, quando 10 mil jogadores entraram pela primeira vez em seus servidores, e para surpresa de todos, descobriram-se incapazes de deslogar. Kayaba então aparece informando para todos, que se desejassem a sessão, teriam de vencer todos os 100 andares de Aincrad, um castelo vertical de aço no cenário de Sword Art Online. E aqueles que fossem mortos na partida, ou que tentassem remover forçosamente o NervoGear, também seriam mortos na vida real. São nessas condições que sobressai Kirigaya “Kirito” Kazuto, um dos mil jogadores da versão beta e, profundo conhecedor dos ambientes e mecânicas de Sword Art Online. Kirito está convicto de poder vencer aquele desafio, aproveitando ter descoberto a identidade de Kayaba, para depois de sair, ir até ele e conseguir libertar todos os ainda presos no jogo. Em sua jornada ele enfrentará todo tipo de obstáculo, mas também fará amigos leais que lhe darão todo o suporte nesta fantástica aventura de vida ou morte.

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COMENTÁRIOS
Sword Art Online (ソードアート・オンライン) é o primeiro arco de uma franquia que já gerou dezenas de produtos relacionados, mas trataremos aqui especificamente o primeiro anime lançado no fim de 2012. De qualquer forma é importante saber que, como praticamente todos os animes existentes, este também é derivado de um mangá. A mente por trás deste incrível trabalho é Reki Kawahara, escritor japonês de light novels, e também autor de Accel World, uma outra obra de temática parecida. Para Sword Art Online, que vamos abreviar como SAO, Kawahara se inspirou principalmente no MMORPG coreano Ragnarök Online de 2002. E como eu sei disso? Eu abneguei por quase uma década de vida social em prol desta m… Enfim, eu joguei bastante e afirmo com toda convicção do mundo que todos os elementos de Ragnarök Online estão inseridos em SAO. O que não faz nem de perto isso ser um problema, já que o conceito traz quase infinitas possibilidades para se gerar conteúdo. E não é a toa que a franquia hoje tem cinco arcos de animes (com mais um já agendado para 2020), um longa metragem, uma infinidade de light novels, uns dez jogos para videogames, e óbvio, um número sem fim de mangás.

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Partindo da premissa do herói que toma para si a responsabilidade por todos, SAO segue bem uma grande lista de clichês clássicos do gênero seinen. Mas bem diferente da maioria das obras do estilo, ele valoriza muito o seu lado dramático e filosófico. Hoje a sociedade se vê cada vez mais dependente da tecnologia e sofre em se desconectar dessas vias inimagináveis de fios que ligam o mundo. Tudo é muito rápido, nossa forma de fazer vínculos e nos inserirmos em sociedades, acontecem num estalo. Então não é tão difícil entender, mesmo para você que talvez não faça ideia do que raios é um MMORPG. Mas entenda algo, assim como é natural e compreensível a socialização numa fila ou mesa de bar, o mesmo pode ser feito através do telefone. E então porque desconsiderar o mesmo em um jogo no qual você compartilha uma lista sem fim de tarefas, enquanto se diverte e interage verbalmente com novas pessoas? Acredito que explicando assim se torna inevitável entender a facilidade que é formar vínculo em alta velocidade com uma pessoa do outro lado do globo. E SAO se trata muito mais dessa relação entre pessoas, do que avançar pelos andares de uma torre para alcançar a vitória. No entando não se engane, não é porque atrás de uma aventura repleta de drama, que a coisa toda é arrastada e cansativa. Suas cenas de ação são muito empolgantes, existem alívios cômicos continuamente, o fan service está lá, e conforme vamos nos aproximando do fim do arco, uma clima épico vai aflorando para nos fazer entristecer por saber que a temporada irá acabar. Mas fique tranquilo, como dito antes, o que não falta é conteúdo para curtir na sequência.

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Título Original: Sword Art Online (ソードアート・オンライン)
Gêneros: Seinen, fantasia, ficção científica, drama e romance.
Total de Episódios: 25
Período no Ar: 08/07/2012 até 23/12/2012 (Japão)
Criador: Reki Kawahara
Direção: Itou Tomohiko
Designer de Personagens: Adachi Shingo
Direção de Animação: Adachi Shingo e Kawakami Tetsuya
Trilha Sonora: Kajiura Yuki
Estúdio: A-1 Pictures

CONCLUSÃO (COM DICA DE AMIGO)
Se você já é um fã de animes e procura assistir de tudo, então não perca tempo e vai logo lá conferir Sword Art Online se ainda não o fez. Mas se você já não é um otaku de carteirinha, então está aí uma excelente oportunidade de se inserir nesse universo cheio de boas histórias par contar. Relaxa, você estará seguro podendo sair quando bem entender, e isso sem precisar maratonar tudo de uma só vez para sair vivo. Porém deixo uma recomendação de saúde (mental) pública, fique distante dos MMORPG’s de verdade! Você não faz ideia do que é mergulhar em um jogo por dezenas de horas diárias as vezes, achar que está tudo bem, e quando se dá conta, ter pedido anos e anos em algo que não rendeu tantos frutos quanto o seu tempo fora dele poderia proporcionar. Jogos eletrônicos não são um vício, longe disso, mas quando se trata de MMORPG a coisa não é tão simples assim. É só você entender que num jogo deste gênero, existem conquistas umas atrás das outras, e no momento que você está dormindo, tem alguém correndo atrás daquelas conquistas para se manter no topo entre os mais bem sucedidos no game. Isso te instiga a jogar continuamente, afinal, eu pressuponho que a maioria das pessoas que se interessem por jogo tenham mais competitividade no coraçãozinho que a média da população geral. Enfim, não estou dizendo que você não deva jogar nada. Quem sou eu para querer pagar sermão pra alguém, mas só deixo o alerta. Nosso familiares e amigos de longa data são insubstituíveis, e se fez um novo no joguinho, trate logo, tomando todos os cuidados com segurança, de trazê-lo para o seu círculo real de amizades. Estes foram os conselhos do He-Man. Até a próxima minha gente!

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