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SINOPSE
Tristan é o novo garoto a ingressar numa escola, e logo de cara atrai a curiosidade de outros alunos, afinal, sua forma de falar e agir era bem diferente das pessoas daquele ambiente. Convenções sociais era algo que ele não dava a mínima, em contrapartida não aceitava ver pessoas sofrendo bullying e não tomar partido. E de que forma você acha que ele fazia isso? Acredite, das formas mais inusitadas possíveis! Tristan não tarda em cativar amigos na classe, e eles não são muitos.. na realidade apenas quatro. Lea, uma patricinha que tem um insight realmente libertador, e mais outros três desajustados com problemas sociais distintos, Zazie, Hagen e Rahim, este último um rapaz árabe. O grupo nada ortodoxo de adolescente mostra um sentimento em comum, a raiva pelos rumos que a sociedade vem tomando. O descaso com o meio ambiente, as políticas sociais injustas, e a até mesmo os movimentos neonazistas da vizinhança pesavam na consciência deles. Mas e aí, até com quanto de força se pode bater no establishment?

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COMENTÁRIOS
Nós Somos a Onda (Alemão: Wir sind die Welle / Inglês: We are the Wave) é uma série de televisão alemã que acompanha o drama de um grupo de adolescentes, jovens de origens e classes sociais diferentes que compartilham um mesmo ideal, o de um futuro melhor. Em essência essa é sua premissa, e para darmos continuidade é necessário termos em mente que essa produção tem seu exato público alvo. Harry Potter por exemplo é para o público infantojuvenil, no entanto qualquer adulto é capaz de assistir sem entrar no mérito da maturidade de seu conteúdo. E esse é um conflito no qual entramos e somos expelidos algumas vezes nesta série alemã supostamente adolescente. Inicialmente eu tive uma sensação quase frustrante de estar assistindo algo completamente destinado ao público teen, porém os personagens se desenvolvem e expõem um background maduro o suficiente para interromper esse entendimento. Só que isso é um processo lento, precisando pelo menos alcançar a metade dos seus seis episódios para ser descoberto. O que me leva a impressão que muita gente vai abandonar o barco antes de chegar ao destino.

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Aí eu sou obrigado a voltar na afirmação de que esta série tem seu público alvo. E qual seria ele então? Obrigatoriamente sua audiência precisa ser paciente, ter apreço por um ativismo visualmente anárquico (que se desenvolve à frente (e isso não é spoiler)) e, obviamente não se incomodar com o combate ao conservadorismo (que aqui evolui para um literal fascismo (e isso também não é spoiler)). Quem se enquadra nisso? Bem, eu acho que qualquer pessoa verdadeiramente desconstruída. E já que joguei a semente, então eu explico. Ser alguém desconstruído é você ser tão seguro de si, num ponto onde não se incomoda mais com as diferenças dos outros, e nem mesmo em se expor à julgamentos. Não é o caso de não se importar com nada ou com os outros, mas se importar com o que realmente faz sentido. De que melhor maneira, você, um homem, provoca um outro homem, tão inseguro de si, que maltrata pessoas por sua cor, por seu gênero ou sua etnia, do que lhe dando um beijo na boca? Lhe dando um soco? Não, uma pessoa desconstruída usa a criatividade e tem a ousadia de fazê-lo sem medo de ser julgado. Afinal, para um homem desconstruído o ato de beijar um outro homem não o torna menos viril, mas para um oponente inseguro, este é o maior nocaute que se pode dar. E é exatamente com esse ato que o personagem principal de Nós Somos a Onda mostra o que a série reserva.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
Ludwig Simon, Luise Befort, Michelle Barthel, Daniel Friedl, Mohamed Issa, Milena Tscharntke, Leon Seidel, Bela Lenz, Robert Schupp, Stephan Grossmann, Kristin Hunold, Sarah Mahita, Luis Pintsch, Bianca Hein, Christian Erdmann, Jascha Baum, Nicole Johannhanwahr, Stefan Lampadius, Livia Matthes, Daniel Faust e Leander Paul Gerdes compõem o elenco. Dirigida por Anca Miruna Lăzărescu e Mark Monheim, Nós Somos a Onda de 2019, é uma série dramática que se baseia na novela The Wave de Morton Rhue. A adaptação é compartilhada entre os roteirista Jan Berger, Ipek Zübert, Kai Hafemeister, Thorsten Wettcke e Christine Heinlein. Produzida por Christian Becker e Dennis Gansel, a série fez uso dos estúdios da Rat Pack Filmproduktion e da Sony Pictures Film und Fernseh Produktion. A série chegou ao Brasil sob o selo Netflix.

CONCLUSÃO
Brigar contra o sistema na intenção de fazer do futuro um lugar melhor. E qual melhor época para se fazer isso do que a adolescência? Período onde construímos nossos conceitos morais e temos disposição para seguir os ideais mais ambiciosos. Em Nós Somos a Onda temos um grupo que se encaixa exatamente nisso, e liderados por um rapaz extremamente inteligente e bem intencionado, se veem no clássico dilema de nem sempre saberem ao certo se os fins justificam os meios. Bem, se quer saber que rumos essa história toma, dê aquela conferida. A série é bem curta, contendo apenas seis episódios de uns cinquenta minutos cada. Recomendada para maiores de dezesseis anos, a série tem o selo Netflix e já pode ser encontrada em seu catálogo.

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