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HISTÓRIA
Num passado distante o planeta era regrado pelo conflito de dois poderosos lordes titãs, que trazia a morte de muitas pessoas, exércitos inteiros eram destroçados, e o destino do mundo estava sempre em risco. Decididos a acabar com isso um grupo de bravos heróis decide se unir, e juntos criam um feitiço capaz de selar os titãs no limbo. A paz reinou por eras, atravessou o presente e, alcançou um futuro caótico onde a poluição tomou conta de tudo, governos ruíram, e agora eram as megacorporações que brigavam pelas riquezas do planeta. Dentre elas a Ultratech se sobressaia, pois ao invés de entrar em conflito direto com as concorrências, era ela quem fornecia tecnologia bélica para que as outras se destruíssem. E além de alimentar a indústria da destruição, também tinham o monopólio da mídia, onde produziam e transmitiam o maior fenômeno do planeta, o torneio Killer Instinct. O popular evento servia como palco para testes tecnológicos da Ultratech, e prometia aos vencedores tudo o que eles quisessem.

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HISTÓRICO DA FRANQUIA
Desenvolvido pela Rare em 1994, Killer Instinct é um jogo de luta lançado para os arcades, e que fez um enorme sucesso na sua geração. As máquinas eram produzidas pela experiente Midway, que desde 1988 dominava a indústria norte-americana de fliperamas e pinballs. Killer Instinct foi tão bem aceito que recebeu um port para Super Nintendo em 1995, numa versão tão boa e lapidada quanto seu original. O Game Boy também não ficou de fora, o portátil que fazia um tremendo sucesso na época recebeu uma variação bem mais simples e compatível com seu hardware, porém bastante divertida. Chegado 1996, a Rare desenvolveu para os arcades um novo episódio da série, Killer Instinct 2, que foi portado para o poderoso e recém lançado Nintendo 64 com o nome Killer Instinct Gold. Muitos anos se passaram com a franquia sendo apenas uma boa memória para os fãs, quando a desenvolvedora Double Helix Games, ajudada pela Rare, lançou em 2013 para o Xbox One mais um novo jogo, batizado simplesmente como Killer Instinct. O título publicado pela Microsoft teve seu lançamento polêmico, já que fora decidido ser lançado em pequenos pacotes de personagens jogáveis por temporadas. O público não aceitou muito bem a ideia, e quando sua versão definitiva foi lançada, as pessoas pouco se importavam mais.

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COMO KILLER INSTINCT FOI FEITO?
Em 1995 quando o primeiro Killer Instinct foi lançado, a Rare já tinha uma respeitada reputação como desenvolvedora, os irmãos Tim e Chris Stamper, desde 1985, já traziam jogos como Knight Lore para ZX Spectrum, a franquia Battletoads, e dezenas de outros games. Na época havia uma nova tecnologia, as poderosas estações de trabalho Silicon Graphics, a mesma utilizada por grandes estúdios de cinema. Com essa ferramenta foram criados modelos tridimensionais de alta definição, adicionados digitalmente eixos mecânicos para as articulações, e foi possível criar um complexo número de quadros de animações combinado ao uso de Motion Capture. A técnica é a mesma empregada em Donkey Kong Country, e pode ser visto com mais detalhes no artigo Odisseia Donkey Kong, um dos primeiros do NerdComet.

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BELEZA, MAS O QUE É KILLER INSTINCT?
Quando se falava em jogos de luta em 1994, o nomes que dominava o arcades eram Street Fighter II e Mortal Kombat, e Killer Instinct foi a aposta da Rare de entrar nessa briga. Vamos ser sinceros e diretos aqui! Embora Killer Instinct seja um puta jogo de luta, não conseguiu destronar os dois outros monstros do fighting games que tinham (e ainda tem) uma invejável popularidade, mas tecnicamente era o mais avançado. Killer Instinct tinha um visual muito bonito, com capturas realistas e fluídas, uma trilha sonora animal, e uma jogabilidade nunca vista antes com seu robusto e complexo sistema de combos. O princípio é o mesmo de sempre, escolher um personagem e derrotar os inimigos no mano à mano até chegar no chefe final. É necessário enfrentar onze oponentes, onde o último é Eyedol, uma criatura bicéfala que consegue recuperar sua barra de energia no decorrer da luta.

Killer Instinct tem golpes especiais executados com comandos simples e intuitivos, finalizações estilosas como as de Mortal Kombat, mas seu principal atrativo sãos seu combos brutais. Diferente de Street Fighter II e Mortal Kombat, seus concorrentes na época, Killer Instinct tinha a barra de energia dupla, ou seja, quando a primeira se esgotava, havia um pequeno intervalo e se iniciava o esvaziamento da segunda. Na prática isso equivalia ao mesmo que os tradicionais rounds. Seus combos vigorosos não eram algo sobrenatural de se executar, mas aconteciam automaticamente conforme fossem emendados golpes especiais feitos no momento correto, e a sua contramedida eram os movimentos conhecidos como combo breakers. Para as finalizações, inspiração retirada de Mortal Kombat, existem o No Mercy e Danger Moves, também conhecidos como Ultimate Combos, os Humiliations, e os Stage Fatals, possíveis apenas em cenários específicos.

A fórmula de sucesso foi repetida nas edições que se sucederam, tendo melhorias gráficas em Killer Instinct 2 na versão arcade com a plataforma Ultra 64, e no seu port para Nintendo 64, o Killer Instinct Gold. Nestas versões as diferenças se referiam mais a estética, sendo que os cenários eram completamente 3D, e os personagens permaneciam com seus quadros com sprites em duas dimensões. As câmeras melhoraram sua angulação e o sistema de zoom com relação ao primeiro jogo, dando bem mais dinamismo para ação. Já em Killer Instinct, versão de 2013, tudo fora modernizado. Traz gráficos muito bonitos com uma iluminação impecável, trilha sonora empolgante, e uma jogabilidade fluída e frenética. Dentre todas as versões, as que realmente marcaram a franquia de forma orgânica, foram Killer Instinct para arcade de 1994, e o seu port para Super Nintendo de 1995.

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PERSONAGENS DO PRIMEIRO KILLER INSTINCT

  1. Black Orchid (ou apenas Orichid), é uma hábil lutadora que usa bastante as pernas para executar golpes giratórios poderosos, e também pode se transformar num felino de fogo.
  2. Chief Thunder (ou apenas Thunder), é um defensor místico nativo-amaricano que entra no torneio para investigar o mistério em torno do desaparecimento de seu irmão, que havia participado do evento no ano anterior.
  3. Cinder é o codinome de Ben Ferrirs, que era um perigoso criminoso condenado por assaltos e roubos. O manipulador do fogo é um dos que mais se destaca na franquia.
  4. Eyedol é o chefe do game, uma criatura de duas cabeças que consegue regenerar sua energia durante as batalhas. Eyedol é um personagem que pode ser desbloqueável.
  5. Fulgore é um protótipo de soldado cibernético criado pela Ultratech, e entrou no torneio Killer Instinct com a finalidade de serem testados os seu limites.
  6. Glacius é um ser extraterrestre que foi capturado pela Ultratech depois de sua nave ter caído na Terra.
  7. Jago é um guerreiro e monge tibetano que segue a filosofia do Espírito do Tigre. E tem como objetivo ser guiado pela luz para derrotar o mal da Ultratech.
  8. Riptor é uma experiência genética da Ultratech que fez uso de DNA humano e de répteis.
  9. Sabrewulf é um licantropo que passou a maior parte da vida em reclusão, e entrou no Killer Instinct com a promessa de uma cura.
  10. Spinal é um esqueleto que foi ressuscitado em um experimento da Ultratech, e é capaz de drenar a energia vital do oponente devolvendo-na como poderosas bolas de fogo.
  11. TJ Combo é um campeão mundial de boxe que perdeu sua licença por causa dos seus métodos brutais contra os oponentes. Agora ele luta para recuperar o prestígio e a fama.

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CURIOSIDADES

  1. Incialmente Killer Insinct se chamaria Brute Force.
  2. Killer Instinct não seria um jogo de luta, mas sim diversos jogos separados, com temáticas variadas, e fazendo uso de seus personagens.
  3. Um Killer Instinct 3 sairia para o Nintendo 64, porém a Rare adiou na intenção de lançar para o Game Cube. A Rare havia sido absorvida pela Microsoft, e o projeto foi cancelado.
  4. Fora cogitado um filme do jogo, porém a Fox Filmes é proprietária de uma série com o mesmo nome.
  5. Killer Instinct para Super Nintendo vinha com um disco bônus chamado Killet Cuts. Esta coletânea continha as trilhas sonoras e até mesmo as músicas excluídas do jogo.
  6. A franquia recebeu HQ’s em sete partes de conteúdo não canônico, bem como cards colecionáveis dos personagens do game.

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O LEGADO
Para muita gente Killer Instinct é só mais um jogo de luta qualquer, mas para aqueles que tiveram um Super Nintendo na década de 90, e deram a sorte de botar a mão nesse cartuchinho, a coisa é bem diferente. Naquela época os fliperamas era coisa de adolescentes ricos, e ao mesmo tempo considerado um ambiente repleto de hostis marginais (os pais enxergavam assim), e ter jogos como Street Fighter II ou Mortal Kombat em casa, era um luxo absurdo. No caso destes dois exemplos, ambos saíram tanto para Super Nintendo quanto Mega Drive, e ter Killer Instinct como exclusivo apenas de um deles, era motivo de orgulho para galera nintendista. Munição atômica para a verdadeira Guerra dos 16-Bits! Mas e aí, você é um fã da franquia, ou estava naquele grupinho da SEGA que não tinha Killer Instinct? The treta has been planted!

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