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PLOT
Após não cumprir completamente a missão de eliminar todos os membros de uma família, Lily é ajudada por um bom amigo a se desvincular da rede de criminosos a qual pertence. Dada como morta ela se entrega à uma nova chance, onde seu marido e filha vivem uma vida comum. Porém o passado volta batendo à porta, e arranca brutalmente aquelas mais importantes conquistas de sua vida. Perdendo tudo que amava, busca forças na sua natureza sanguinária para consumar sua vingança. Abandona sua identidade e faz nascer Maria, uma fria e brutal assassina.

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Política, corrupção, tráfico de drogas, e muita violência (incluindo gratuita) está em A Vingança de Maria. O filme filipino é original da Netflix, e só tem êxito mesmo no que tange as cenas de lutas, porque no restante ele se perde completamente. É esboçado um plano de fundo político com corrupção, mas tudo é muito mal escrito. Você fica no vazio por entender onde aquilo somaria ao desenvolver da narrativa. Basicamente a única coisa clara é que existe um grupo criminoso extremamente violento, que trafica drogas, e que são cheios de pose. Todo o restante é completamente uma enrolação para tentar enriquecer a premissa original: sou ex-assassina, mataram minha família e agora vou me vingar.

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VIOLÊNCIA GRATUITA? AQUI TEM!
Não sei vocês, mas eu tenho uma intolerância sem tamanho com relação ao sadismo. Claro que não é incomum filmes recorrerem a isso na intenção de instigar a aversão por algum personagem ou grupo. Filmes de guerra por exemplo não vão surpreender por execuções, genocídios, ou mesmo cenas de tortura. São atos que se encaixam e ilustram as narrativas desse gênero. Mas existe um limite? Está certo que existem as obras onde realmente esse é o ingrediente principal, como em O Albergue ou na franquia Jogos Mortais. Quem se senta para assistir esse tipo de filme pressupomos que tenha estômago para isso, mas e quando somos surpreendidos com cenas absurdamente brutais para uma trama onde não se fazem necessárias? É isso que A Vingança de Maria foi pra mim, e me deixou muito incomodado a ponto de em vários momentos pensar em desistir de terminar de assistir.

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Com menos de trinta minutos de filme já contamos três cenas de brutais torturas, que poderiam sim estar lá, mas não de forma tão explícita. Da forma que foi feita faz parecer que a intenção do diretor era realmente essa, a de causar ojeriza, mas será que ele sabe que caprichou tanto ao pontos de afastar o espectador? Primeiro dois caras ensanguentados, pendurados e sendo executados a tiros, segundo um maluco amarrado de costas em pedras de gelo enquanto é espancado e toma choques, incluindo naquele lugar, e por último outro também sendo espancado, tendo unhas arrancadas com alicate e um canivete cravado na coxa. Tudo isso exibido da forma mais explícita possível, e o pior, sem o roteiro te dizer absolutamente nada dos motivos de tais torturas! E ficamos naquela de que mais pra frente iremos entender. Negativo, o filme termina e você continua sem saber o porque aqueles caras foram brutalmente mortos. Cenas que não contribuem minimamente em nada no enredo.

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ELENCO E FICHA TÉCNICA
O elenco de A Vingança de Maria traz Cristine Reyes, Germaine De Leon, KC Montero e Guji Lorenzana, onde apenas Reyes, a atriz principal, ainda se distancia um pouco dos demais. No geral as atuações são todas muito mecanizadas, nitidamente sem o mínimo esforço em tentar melhores expressões. A direção de Pedring A. Lopez faz apenas o básico, e escolheu a abordagem simples dos efeitos práticos, e a inclusão de efeitos de pós produção de baixo custo, como se nota nas “fumaças de sangue” toda vez que alguém é baleado. As cenas de lutas conseguem um bom resultado, com coreografias bem filmadas e continuidades sem muitos problemas.

CONCLUSÃO
Se existe algum mérito em A Vingança de Maria, ele fica pelas cenas de luta, essas sim são empolgantes e bem coreografadas. Por outro lado temos seu pior atributo, o de explorar em excesso uma violência gráfica descabida. Não são coisas pontuais ou necessárias pro desenrolar do filme, mas são quadros isolados de sadismo. Quanto a história ela é simples. E simples até demais. Sabe quem esse filme vai agradar? Aquele tiozão que quando você conversa com seus amigos sobre as reflexões filosóficas de Matrix surge dizendo que filme bom são os atuais de ação com Steven Seagal, ou os clássicos de Lorenzo Lamas. Classificaria esse como sendo o tradicional filme B de ação que ninguém se importa nas prateleiras das locadoras. Até o tiozão chegar pra alugar.

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