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PLOT COM SPOILERS NADA COMPROMETEDORES!
Judy Hopps é uma coelhinha do interior que vive uma vida simples com seus pais e seus 275 irmãos, e embora estejam bem no ramo de plantação de cenouras, está decidida de que um dia fará a diferença como uma policial de Zootopia. Seus pais não incentivam esse sonho, afinal, nunca existiu um policial coelho. Nunca! Se você não tenta algo novo então nunca irá falhar, e o trabalho na fazenda já vinha ajudando o mundo! Era isso que ouvia sempre de seus pais, mas Judy não queria isso, era durona e tinha um sonho! Pra isso lutou contra todas as dificuldades, não importando o quanto zombassem ou se não recebia apoio. Estava decidida, seria uma policial! E esse dia chegou, se formou como a melhor de sua turma.

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Zootopia! Era pra lá que Judy foi indicada para assumir o seu tão cobiçado emprego como policial. O lugar onde você poderia ser o que quisesse! Uma cidade enorme e densamente urbana cercada de vários distritos bem distintos. Haviam áridas savanas, regiões de grandes biomas florestais e até extensões glaciais. Tudo funcionando sistematicamente bem. Cada habitante conhecendo suas funções nessa grande e complexa metrópole.

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Chegando à sede policial para seu primeiro dia, Judy está entre brutos colegas de trabalho. Rinocerontes, leões, hipopótamos, elefantes, lobos, tigres e até ursos. Grandes e imponentes representantes da lei. Seu chefe entra na sala, o Chefe Bogo. Um enorme búfalo que não está nem aí pra apresentações. Já distribui investigações de criminosos pra cada agente de polícia deixando a coelhinha por último. Guarda de trânsito! Essa era a função designada para a novata. Contrariada mas desafiada, promete não emitir apenas 100 multas de trânsito como ordenado, mas 200! E até antes da hora do almoço!

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judyEntre multas pra todo lado, Judy cruza com uma raposa que de forma suspeita entrava numa sorveteria para elefantes. Ela o segue e assiste a raposa numa fila tentando comprar um picolé. Um enorme picolé de 15 dólares. O dono da sorveteria se nega vender alegando que podia decidir servir ou não pra quem quisesse, e que ele não era bem vindo. Judy observa afastada até que o filho da raposa aparece, e com uma fantasia de elefante. Só o que queria era um picolé para comemorar seu aniversário. Seu sonho era um dia ser um elefante também. A coelhinha então sensibilizada toma a frente intimidando o dono do estabelecimento ao citar a higiene do serviço, e que ele não deveria negar um gesto simples pra uma criança. Derrotado pelo dramalhão daquela história toda, o elefante cede e então aceita vender. A raposa então coça os bolsos e descobre que esqueceu a carteira. Judy se presta a pagar pelo picolé e a criança agradece feliz pelo presente. Então ela volta ao serviço, quando um tempo depois encontra novamente os dois. A raposa e a raposinha estavam derretendo aquele enorme picolé e engarrafando o líquido. Lotaram uma van e se tocaram à dirigir. Intrigada ela os segue. Foram para o distrito glacial onde faziam pequenos buracos na neve com as patinhas e faziam minúsculos picolés! E claro, como bons trapaceiro revendiam para pequenos ratinhos. Nem mesmo o palito foi poupado, fora vendido como “madeira de cerejeira” para a empreiteira de uma obra ratina. Porque não cerejeira? Afinal, o picolé era de cereja… Irritada por ser passada pra trás Judy interpela a raposa sobre que história era aquela. E é assim que Judy e Nick se conhecem antes de começarem a investigar uma onda de desaparecimentos na cidade.

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FICHA TÉCNICA
O filme de animação Zootopia: Essa Cidade é o Bicho reúne aventura e comédia que vai agradar crianças e adultos. O longa da Walt Disney Animation Studios é dirigido na parceria de Byron Howard, já conhecido pela co-direção de Bolt e Enrolados, Rich Moore por seu trabalho com Detona Ralph, e pelo co-diretor Jared Bush da série de desenhos Penn Zero: Quase Herói do canal Disney XD. A animação de 2016 recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação e o Oscar de Melhor Filme de Animação. Teve um custo de produção de 150 milhões, e arrecadou mais de 1 bilhão de dólares em receita, se tornando a quinta maior bilheteria de animação de todos os tempos. Zootopia é aclamado e recebeu vários elogios, além de pequenas premiações da crítica especializada em diversas mídias. Nada mal não é mesmo?

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ZOOTOPIA PROPÕE REFLEXÕES
Animais antropomórficos vivem numa sociedade organizada onde predadores e presas evoluíram intelectualmente superando seus instintos mais básicos e primitivos. Mas o preconceito ainda está enraizado, uma raposa vai sempre ser trapaceira, as ovelhas serão eternamente ingênuas, e as presas do passado jamais serão aptas à liderar. Nada disso é colocado em aberto, mas sempre de forma velada, fazendo um conceito ultrapassado continuar a macular desnecessariamente uma comunidade que não precisa mais desse tipo de atraso intelectual. O debate sobre o feminismo também está lá, e se embola ao racial. Afinal, temos não só um coelho se tornando policial num universo machista e supremacista, mas uma coelha enfrentando as regras impostas pela sociedade. Corrupção? Claro que sim, os pilares do poder públicos também são balançados em Zootopia. Esse não é um filme simples, foram 4 produtores, 3 diretores, e um total de 8 roteiristas trabalhando em conjunto para criar esse aglomerado de assuntos. Misturado à muito humor, aventura, e ainda conseguiram socar tudo em 108 minutos.

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REFERÊNCIAS PARA TODO LADO
028_08Existem muitas referências em Zootopia, desde a clássica dupla de filmes de ação com o policial bem intencionado e o picareta, à Walter White de Breaking Bad e Vito Corleone de O Poderoso Chefão. Nem as próprias produções da Disney fogem das piadas quando viram mercadoria pirata no mercado clandestino de rua. Shakira também está no filme, é a gazela Gazelle, estrela pop de Zootopia estampada por tudo quanto é outdoor, e que canta a música tema Try Everything. Sem contar os easter eggs tradicionais da Disney. Tem quadro mostrando a cidade de Operação Big Hero na delegacia e Mickeys espalhados por todo lado.

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CONCLUSÃO
Abordando assuntos de cunho social, a animação traz à tona dilemas morais e éticos sobre preconceito e como o medo primitivo gera conflitos capaz de dividir a sociedade. Faz analogia à momentos históricos e atuais, servindo de alerta para que aprendamos a ter cuidado com narrativas corrosivas a fim de não repetirmos catástrofes que trouxeram vergonha à humanidade. A animação embora reflexiva, não deixa de fazer rir com piadas constantes e momentos divertidos cheios de empolgação. Ponto alto fica para impagável e inesquecível cena da preguiça. Recomendadíssimo tanto para crianças quanto adultos. Podem acreditar, essa é uma das melhores animações do catálogo Disney.

Barra Divisória

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