Cyberpunk 2077

Em 2012 a polonesa CD Projekt RED, responsável pela trilogia The Witcher, revelou ao mundo estar trabalhando em um novo projeto, Cyberpunk 2077, e não tardou muito liberarem seu primeiro teaser. O vídeo de pouco mais de dois minutos mostrava uma ciborgue rendida e dispondo de afiadas lâminas cheias de sangue projetadas de seus braços, enquanto era alvejada por pesadas rajadas de uma equipe policial tática fortemente armada. A cena inteiramente em câmera lenta, mostrava os projéteis mal arranhando a superfície de sua pele, revelando ser uma poderosa blindagem sintética. Uma viatura policial capaz de voar acompanha toda a ocorrência do alto, enquanto revelava diversos corpos de prováveis civis espalhados por todo lado, em meio à um caos de sanguinolência. O teaser se prolonga por mais um curto trecho onde mostra uma agente policial no compartimento de tropa de um veículo enquanto coloca seu capacete tático, terminando com a apresentação do logo título do game.

Cyberpunk 2020

A repercussão foi tremenda, e mesmo a desenvolvedora não revelando absolutamente nada sobre o plot central, a legião de fãs, saudosistas do clássico RPG de mesa Cyberpunk 2020, quanto os aficionados pelos premiados jogos da desenvolvedora, entraram num ansioso frenesi querendo saber mais. Depois do sucesso de The Witcher II, a moral da CD Project RED estava nas alturas, e a crítica especializada não perdeu tempo em explorar esse novo anúncio. Em todos os portais especializados em games a notícia principal não era outra, para esse nicho a internet parou. A comunidade de fãs começou a trazer uma série de teorias sobre do que se tratava o jogo, mas eis que surge Mike Pondsmith em um vídeo oficial da desenvolvedora. Nada menos que um dos criadores originais dos RPGs de livro Cyberpunk original de 1988, e ele fora posto de frente como consultor geral do novo game.

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…a combinação de uma sociedade distópica, um monte de tecnologia, e uma boa camada de filme quase noir…

Esse é o resumo da ótica que Pondsmith tem sobre o visual da própria obra, e se agarrando nesse conceito vem desenvolvendo a vasta cidade de Night City. Ele lembra que as coisas mais importantes não são as ruas que intimidam pela escuridão, o clima chuvoso onde as luzes de neon refletem por todo canto, nem armas avançadas, mas sim o elo entre pessoas e tecnologia. Em como a humanidade lida com as infinitas possibilidades, onde de forma legal, ou mesmo ilegal, você pode alterar característica no seu corpo, sendo elas apenas estéticas ou funcionais. Mostra que o avanço não trouxe salvação à humanidade, mas fez aflorar ainda mais o egocentrismo individual. Enquanto muitos usam melhorias para ascenderem na sociedade, outros muitos usam para o mal, e bem poucos fazem uso positivo pelo bem alheio. Pondsmith foi visitado pela CD Projekt RED, que se abriu dizendo ter interesse em explorar o universo Cyberpunk para conceber um novo jogo, e durante o papo notou que os caras realmente eram fãs do RPG original, sabiam do que estavam falando. Nitidamente respeitavam a obra e queriam saber qual era sua opinião quanto a ideia. Pondsmith ficou excitado com a proposta e deu sua bênção, porém eles não estavam satisfeitos, o queriam no time. Mais feliz ainda embarcou de cabeça, indo parar nos estúdios poloneses algumas vezes para acompanhar o cavalgar das coisas, e ficou maravilhado com o espírito de cooperação e liberdade que recebeu. Cyberpunk 2077 é o natural avanço em maturidade de Cyberpunk 2020, trazendo o mesmo conceito original porém num longo arco onde tudo adquire proporções gigantescas. Mapas maiores, densidade muito maior e ameaças que trarão muitos desafios aos jogadores.

Passaram-se anos sem notícias sobre o game, e nesse meio tempo a CD Projekt RED já tinha entregado The Witcher III, que arrecadava ainda mais prestígio para o estúdio com seus mais de 250 prêmios de jogo do ano. Quando de repente, sem aviso, surge em seu canal oficial um vídeo monstruoso exibindo o que haviam conseguido. Eram 48 minutos de show gratuito, onde um gameplay bastante sólido mostrava uma cidade viva e complexa. Os caras foram tão ousados que ao menos recorreram ao visual noturno característico de Cyberpunk, queriam mostrar competência e que poderiam dar vida à aquele universo fosse em que horário fosse, fizesse sol ou fizesse chuva. Melhor do que falar, é você mesmo conferir o gameplay.

Através dessa apresentação pudemos descobrir muito sobre o que aprontavam com Cyberpunk 2077. Então separarei por tópicos para facilitar a elaboração da ideia.

GRÁFICOS, COM MINÚCIAS TÉCNICAS NERDS, FIQUE AVISADO

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A parte visual pode e deve ser dividida em duas partes, onde uma são as tradicionais cenas pré renderizadas, as cutscenes, e outra o gameplay propriamente dito. A primeira parte faz nítido proveito das geometrias jogáveis, porém adicionando maior tessellation, que é a tecnologia empregada para suavizar ainda mais as interseções de polígonos que formam o modelo tridimensional, criando ainda mais interseções com o fim de suavizar todo desenho. Amplia bastante o uso de pós-processamento, entregando melhor qualidade de desfoque em profundidade, iluminação estática e dinâmica, oclusão de ambiente, densidade de partículas, suavização de borda, o moderno ray tracing, e claro, maior resolução de textura orientada e de fundo. Quanto aos gráficos de gameplay, o que vemos é similar ao que temos disponível atualmente entre os jogos AAA (classificação mais alta de qualidade para um jogo), uma boa solidez, porém ainda limitada por conta das API’s precisarem se adaptar ao que temos de hardware hoje. A maioria das pessoas não compreende que não se trata da capacidade de poder entregar gráficos melhores, afinal, as cutscenes são exatamente isso, porém são renderizadas antes pelo próprio estúdio em longos períodos. As vezes são necessárias horas para conseguir poucos segundos de cutscene. Com esse arquivo de vídeo pronto ele é colocado em meio aos arquivos de instalação do game e executado quando a jogatina solicitar. Em outras palavras, se você colocasse todos os presets de uma cutscene de Cyberpunk 2077 ativadas, com certeza você não conseguiria uma mínima taxa de quadros decente para jogar. Nem mesmo a placa de vídeo mais poderosa atualmente, ou mesmo duas ou três somadas, conseguiriam entregar um gameplay jogável ao menos nos vergonhosos 30 quadros por segundo. Então deixemos para as futuras gerações de jogos um gameplay com gráficos tão bonitos quanto essas cutscenes, que aposto serão entregues em 4K de resolução. Mas sendo como for os gráficos são belíssimos, mesmo ainda tendo o rótulo de alpha. Então nem da pra imaginar como ficará na versão final.

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SONORIZAÇÃO, DE ALTO POTENCIAL
015_07Pense você sozinho um pouco e me diga, qual gênero se enquadra perfeitamente em tudo apresentado até agora? Errou se falou viking metal. Synthwave seria a única resposta certa. Se você não sabe o que diabos é isso eu esclareço um pouco. Synthwave, ou retrowave, é um gênero elaborado em meados dos anos 2000 graças ao saudosismo de alguns cientistas musicais ressuscitando o clima oitentista das trilhas de certos filmes atmosféricos, e misturando com new wave (não confunda com new age). Compositores de trilhas como o faz tudo John Carpenter, Vangelis e Tangerine Dream, você mistura com bandas no estilo Duran Duran e Culture Club. Ponha também uma pitada de Top Gear. Misture com o moderno eletrônico do electro house, e pronto, você tem um novo e belo gênero musical. Basicamente synthwave é o novo som dos anos 80, paradoxal não? Se quer conhecer obras do gênero deixo três dicas para você pesquisar por conta própria e conferir o som, trntvART, Kalax e The Midnight, bom proveito. Mas agora vamos parar de palhaçada e ir para o cerne da coisa, o maldito jogo. Essa é uma visão particularmente minha sobre o que é cyberpunk, e certamente de boa parte da cadeia de consumidores do conceito. No entanto os planos de Mike Pondsmith e da CD Projekt RED não paravam por aí. O pensamento deles é sim de explorar o synthwave na música de Cyberpunk 2077, mas também trazer ao cenário outros gêneros musicais. O punk rock já fora colocado como essencial para a massa sonora, não almejando apenas uma boa sonorização, mas trazer uma visão de como o cenário musical soaria no ano de 2077. Objetivam superar a expectativas com a pretensão de quebrar paradigmas musicais fazendo talvez nascer um novo gênero. Incorporado à Cyberpunk 2020, temos elementos culturais que adquirem voz própria, como por exemplo Samurai, a banda fictícia do vocalista Johnny Silverhand, pertencente ao universo do jogo. Mesmo passados 57 anos , Silverhand ainda é lembrado como ícone cultural e ideológico, pois era voz ativista contra a Quarta Guerra Corporativa, onde as corporações Arasaka e Militech brigavam pelo controle de Night City. Sua influência é tamanha que podemos ver nos vídeos promocionais de Cyberpunk 2077 o personagem do jogador utilizando uma jaqueta com a logo da banda anti-establishment. Dando forma ao projeto, a CD Project RED deu vida à Lizzy Wizzy e os Metadwar, banda fictícia crida pelos compositores Bryan Mantia, que é baterista, e a tecladista Melissa Reese. Ambos já haviam trabalhado com o Guns ‘N Roses, e numa série de outros jogos eletrônicos. É dessa salada confusa de influências que teremos a sonoridade final do game, e como de praxe, gosto de deixar sempre uma amostra dos games que cito, então fique com a trilha Spoiler, do DJ Hyper, que vem anexada à maioria dos materiais promocionais de Cyberpunk 2077.

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JOGABILIDADE E INTERFACE
015_09Essa é a parte mais imprecisa que irei comentar aqui, pois ao mesmo tempo que as desenvolvedoras mostram gameplays exibindo um conjunto de mecânicas, é bem natural isso sofrer modificações até a data definitiva de lançamento. O que se sabe até o momento é que o jogo será em primeira pessoa, isso, nas palavras do próprio estúdio, foi decidido para oferecer um maior nível de imersão, porém a visão pode ser alterada para terceira pessoa enquanto estiver no controle de veículos. Falando em veículos, estão confirmados que existirão carros, motos e máquinas voadoras, quais poderão possuir equipamentos de combate. Porém não é informado se esses armamentos serão passíveis upgrades, ou se serão fixos por modelos. Sabemos que sexo, etnia, fisionomia, estrutura física, cabelos e tatuagens serão customizações de perfil do personagem, mas certamente outras opções poderão ser feitas. Não há clareza sobre que classes estão disponíveis além das três apresentadas. Seriam elas as Solos, que englobam os assassinos, mercenários e guarda-costas, as Netrunners, hackers com sistemas de interface cibernético implantados nos corpos, e as Techies, especialistas e técnicos cibernéticos, que geralmente trabalham sem identificação. Em Cyberpunk 2020 existiam também mais cinco outras classes que não se tem confirmação se estarão no novo jogo. São elas, Nomads, ex-funcionários corporativos que se organizam em gangues de motociclistas, Rockerboys, músicos rebeldes anti-establishment, Fixers, contrabandistas e trapaceiros do mercado negro, Crystaljocks, hackers à velha guarda que utilizam vírus e aplicativos no lugar de realidade virtual, e os Medias, jornalistas e repórteres. Essas classes não seriam definidas no início do jogo, mas ao que tudo indica, serão evoluídas no decorrer da jogatina. Algo interessante será a realidade aumentada dentro do game, isso quer dizer que você poderá focar coisas no cenário, e fazer uma busca por mais informações sobre aquilo. Haverão dois modos de combate, o clássico stealth, onde você poderá concluir missões com o máximo sigilo, e o modo rambo, que é pé na porta e bala na fuça. Segundo à CD Projekt RED, os cenários serão destrutíveis em níveis bastante detalhados, possibilitando uma variedade de possibilidades para execução de uma missão. Todas as armas poderão ser definidas como letais ou não-letais, ou seja, você provavelmente poderá percorrer o jogo sem assassinar ninguém. Haverão múltiplas possibilidades de arranjos de diálogos entre você e os NPCs, possibilitando complexas narrativas. As roupas não serão apenas cosméticas, mas darão atributos como armadura, resistência à temperaturas, pulsos eletromagnéticos e pulsos químicos. A promessa é de que não haverão microtransações, e que o jogo está sendo definido unicamente para o modo de um jogador. Existem estudos para um possível multiplayer, mas as possibilidades disso se concretizar são bastante baixas. Agora uma informação que deixará muita gente feliz, o jogo será totalmente localizado para o Brasil, isso quer dizer que teremos tanto legendas quanto dublagens em português brasileiro. Vale ressaltar que se valendo da competência dos caras por trabalhos passados, é de muito provavelmente termos um jogo com excelente jogabilidade. Só espero que a limitação da quantidade de botões nos joysticks de consoles não prejudique o acesso ao vasto número de possibilidades de controle do personagem. Sendo um jogo multiplataforma, ficaria bastante esquisito termos grande discrepância de pegada de jogo num joystick se comparado à um teclado. Para quem não entendeu o que quero dizer, a interface teclado e mouse possibilita maior precisão do que joysticks para jogos em primeira pessoa.

Night City

PROFUNDEZAS DE NIGHT CITY
015_14Segundo a CD Projekt RED, o mapa de Cyberpunk 2077 será ainda maior que o The Witcher III, e a promessa é de que você não verá aquelas paredes invisíveis informando que ali é o limite, conforme informou Alvin Liu, Coordenador de Interface de Usuário do game: “Nós não vamos ter essa parede invisível onde você não pode passar por ela porque mostramos uma mensagem na tela dizendo que você deve voltar. Não faz sentido, certo? É como se eu tivesse acabado de atravessar a rua, qual é o problema? Então não teremos nada assim.” Desde o início do jogo você terá acesso total acesso à qualquer região, e elas são categorizadas em seis distritos principais. City Center, a região central de Night City, é um distrito da alta sociedade, onde se concentram as grandes corporações dos ricos e poderosos, toda a região é repleta de muito luxo. Watson, no noroeste da cidade, dominada pela cultura asiática, recebe um grande número de imigrantes e é famosa por seu mercado clandestino. Westbrook fica ao norte, região densamente urbana e verticalizada, onde seu principal atrativo é a Japantown, uma zona destinada aos homens que trabalham pesado. Heywood se baseia colado à City Center, sendo uma área residencial suburbana com alto índice de criminalidade por conta da atuação de gangues. Santo Domingo é uma área industrial localizada à leste, onde se estabelecem fábricas e usinas elétricas. Pacifica fica ao sul, e ironicamente não tem nada de pacífica, é a região mais perigosa de Night City, sendo completamente controlada por violentas gangues. Os ambientes serão os mais variados, e você notará no ar como as pessoas se comportam diferente em cada região. Além disso contará com um complexo dinamismo climático, e isso influenciará no ambiente ao redor, e posteriormente pode intervir de alguma forma na execução de suas missões. A CD Projekt RED também promete algo que vai inovar na questão de exploração. Nós conhecemos muitos jogos que fazem grande sucesso por conta de seus extensos mundos abertos e uma série de locações para visitar, porém a desenvolvedora quer dar um passo além. A gente pode até ter uma boa experiência explorando interiores de construções como em Fallout, um dos poucos jogos que conseguem de forma decente propor isso, porém existindo um certo limite de grandiosidade. Já em Cyberpunk 2077 a proposta é partir para o extremo, querem colocar um elevado número de prédios com interiores acessíveis e detalhados. Não será apenas uma cidade onde a construções são ocas e inacessíveis, a vida não será apenas encontrada à céu aberto, mas poderá ser verificada a rotina no interior de muitas construções.

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ENREDO
015_11Você jogará através dos olhos de V, que poderá ser do sexo feminino ou masculino, e seu histórico previamente escolhido, afetará diretamente a campanha. Esse futuro distópico te testará do início ao fim, te jogando em vales sombrios e violentos, e você terá de contar com a sorte para salvar a si mesmo. Em entrevista ao PC Gamer, o escritor Stanislaw Swiecicki comentou: “Alguns títulos cyberpunk são mais polpudos e impulsionados pela ação como Exterminador e Robocop. Mas há o lado mais filosófico do gênero. Pense em Blade Runner ou Ghost in the Shell. Em Cyberpunk 2077 daremos aos jogadores elementos fortes de ambos. Você experimentará a emoção de usar implantes cibernéticos e armas de alta tecnologia em combate, mas também há profundidade na história. Queremos fazer perguntas sobre o que é identidade e individualidade em um mundo em que as pessoas estão tão intimamente ligadas à tecnologia.” Cyberpunk 2077 contará com dezenas de horas de missões principais, sem contar os extras e sidequests que prolongarão em muito a vida útil do jogo. Fará sorrir, sentir raiva, chorar, explorando nossa sensibilidade com doses cavalares de narrativas emocionais. Entraremos em dilemas morais que farão perder o sono procurando pela melhor solução ou refletindo sobre as escolhidas. A CD Projekt RED não teme em gerar polêmica, e promete trazer à tona assuntos espinhosos para o debate. Prostituição, drogas, sexualidade, e todo tipo de dilema moral e ético, que pra muita gente é motivo de arrancar os cabelos estarão lá.

Keanu Reeves

UM INTRUSO NO GAME!
Foi na última E3 que soubemos de um convidado de peso para o game, ninguém mais que o queridinho do momento, Keanu Reeves, pasmem. Ninguém imaginava até então sobre essa parceria, e curioso imaginar como absolutamente nada vazou de alguma forma para internet. Não é de estranhar que um ator que cultivou simpatia, e fez fãs em diversas épocas de sua carreira, hoje prestigie de tanta popularidade. Keanu Reeves por muita gente é conhecido como Mr. Anderson, o Neo da trilogia Matrix, por alguns como Constantine, e pelos mais jovens como o implacável John Wick, o cara que você chama pra matar o bicho papão quando não sobrou mais ninguém. Pros mais velhos como eu, provável ele ser o Ted mesmo. Um cara introspectivo que tem a fama de gente boa justamente pela simplicidade, por ser admirado pelos seus pares de trabalho com sua enorme dedicação à todos os projetos que participa, e até pela filantropia espontânea de repartir pequenas fortunas do seu inflacionado cachê com os funcionários mais simples e ocultos dos bastidores das produções. Sem contar seu triste passado pessoal, que gera simpatia e afeição de muita gente por sua luta existencial. Reeves é seu amigo e você só não sabe ainda. Agora não veremos mais o cara apenas cedendo gentilmente seu lugar nos metrôs de Nova Iorque, mas dando vida à Johnny Silverhand. Quanto à seu personagem em si, algumas coisas foram mostradas pela própria CD Projekt RED, e simplesmente eu me decepcionei quanto aos detalhes disso. Ultrapassaram a fronteira entre informação para quem está ansioso pelo jogo, com spoilers descarados. Contaram e mostraram muito mais do que deviam, e estragaram surpresas que você vivenciaria em jogo, sendo assim não falarei nada à respeito. Como é o lema da página, se eu não gosto de spoilers, imagino que você também não.

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CONCLUSÃO PESSOAL E EXPECTATIVA
Particularmente eu sou fã ferrenho de jogos com esse tipo de atmosfera distópica, dentre os jogos modernos, séries como Fallout ou Deus Ex, por exemplo, me fazem investir centenas de horas. Por mais que a CD Projekt RED tenha prometido que esse será um jogo otimizado e que não exigirá um computador necessariamente robusto demais para jogar (sim, eu jogarei em PC), eu fico muito pé atrás com essa alegação. Provavelmente estão se baseando no padrão europeu de “computador modesto”, e isso vai complicar a vida de muita gente. Eu pelo menos sou chato, gosto de jogar produções como essa no máximo que ela foi desenvolvida para entregar. Fazer diferente disso é como chupar bala com papel ou assistir um filme de grande apelo visual moderno numa TV de tubo preto e branco. E vai lá saber o que é preciso de processador e vídeo pra rodar essa monstruosidade gráfica apresentada nos gameplays indicados como em estado de alpha ainda. Nesses anos todos acompanhando a indústria dos jogos eletrônicos o que eu aprendi é ter muito cuidado com o hype, o que não faltam são produtos que levaram anos para serem entregues, e que no decorrer de seu desenvolvimento foi jogado na nossa cara todo tipo de promessa. Jogos como The Crew, Watch Dogs, The Division são os exemplos mor do que estou falando, mas certo que a empresinha de onde eles saíram é do tipo bem espertinha, e que adora vender caviar de gelatina como caviar verdadeiro. Em Cyberpunk 2077 pelo menos deixaram alguns gameplays que transparece realmente estarem se esforçando para cumprir com o prometido. O que nos resta é esperar, e embora o planejamento informado seja o de lançar no dia 16 de abril de 2020, eu duvido muito cumprirem a data. Mas talvez eles queiram realmente lançar nesse período por conta do número 2020 fazer referência ao Cyberpunk 2020, devem estar correndo como loucos. Espero ter conseguido sanar um pouco suas dúvidas e curiosidades com essa breve resenha de um jogo que ao menos foi publicado, mas devido ao seu potencial de qualidade merecia a atenção.

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